Fim

Bom, há tempo que preciso fazer isso mas venho protelando a decisão. Hoje esse blog encerra definitivamente suas atividades. Mas as histórias continuarão aí. Devido à falta de tempo deixei este blog praticamente abandonado, publicando histórias muito esporadicamente. A partir de agora publicarei somente no EOME http://enquantoomundoexplode.zip.net, que, por sinal, anda meio largado também.
Agradeço a todos que prestigiaram essa página e se divertiram com as minhas pequenas histórias. Continuem acompanhando o EOME, lá as coisas podem demorar, mas será sempre atualizado.
Aos que por venturam caírem nesta página, já aviso de antemão que encontrarão algumas histórias de sexo, drogas, esquizofrenias e chinelagens em geral.
Um grande abraço,
Edu Beckandroll
Escrito por beckandroll às 12h34
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ENQUANTO O SONO NÃO VEM
E teve aquela vez, que eu há algumas noites sem dormir, olhava pela janela do sétimo andar e via os travecos pra lá e pra cá.
Será que eles têm site? Desci pra perguntar. Oi! Beleza? Tem site? Qual o endereço? Ela deve ter achado que eu era algum tarado punheteiro ou um pobretão, não sei. Voltei para o apartamento e acessei o site da boneca. Que pavor. Sua bunda até que era apetitosa, mas a cara era horrível e um detalhe sórdido no perfil da moça me causava repulsa. Dote: 18x6 cm. Putz. Isso realmente me causava ânsia de vômitos. Eu não gosto de pau. Gosto de cu e de boceta. Pau não é comigo. Pau já basta o meu.
Esqueci o site da boneca aberto e fui pra varanda fumar mais um cigarro. Eu precisa limpar o cinzeiro. Aliás, precisava limpar o cinzeiro e a mesa na qual ele se encontrava pois há muito diversas bitucas, como se fartas da aglomeração compulsória que passavam, haviam saltado para fora do cinzeiro, deitando felizes e livres sobre a minha mesa. Que nojo.
E o pior é que sempre me disseram que baratas se alimentavam de cinzas de cigarro, assim como fumadores de crack. Talvez por isso eu percebera um considerável aumento da população das cascudas em meu apartamento. Antes elas respeitavam meu quarto e a sala pequena. Agora nem isso. Dias desses flagrei duas enormes, cascudas, marrons, reluzentes nadando num copo de uísque que eu havia deixado por ali umas duas semanas antes.
Cinzas de cigarro e uísque. Interessante, a julgar pelos gostos desses animaizinhos provavelmente eles fossem grandes injustiçadas da cadeia biológica. Eram tão parecidas comigo. Ou será que na realidade eu era um ser humano torto? Rastejante, egoísta, asqueroso. Semelhante a uma barata? Não, Kafka a essa hora e no estágio etílico no qual me encontrava, decididamente não faria bem a mim nem a minha integridade física, sobretudo por haver muitas giletes no banheiro e uma espingarda atrás da porta.
Voltei para o computador e tentei enviar um email para o travesti. Perguntaria se ele batia punheta enquanto era comido. Na real nem esperava resposta, mas só de imaginar a cena do traveco lendo isso na tranqüilidade do seu lar me fez escrever. Enchi o copo e acendi outro cigarro. Esse meu comportamento compulsivo em relação ao álcool e ao cigarro ainda iria me matar. Mas acho que demoraria ainda. Tudo bem apesar de me odiar eu não estava com muita pressa. Acho que os prazeres, mesmo que superficiais e materiais, supriam toda a minha necessidade de saber quem eu sou, de encontrar um sentido na vida ou de admirar um belo por do sol. Pra falar a verdade acho que a última vez que eu vi um por do sol deve ter sido mais ou menos quando eu tinha uns seis anos de idade. Antes da minha mãe me levar pra trabalhar no motel que ela dava expediente. Mas isso faz tanto tempo que nem lembro mais. E acho que não perdi nada. Afinal, por do sol tem todos os dias, agora encontrar uma gostosa, conseguir um bagulho bom, uma boa garrafa de uísque. Definitivamente, isto não ocorre todas as noites. Francamente, isto é raridade. Sou mais apegado às coisas raras. O por do sol nunca me interessou. Acontece todos os dias sei lá, há bilhoes de anos. Não sei porque penso essas merdas.
Então decidi descer novamente e tomar uma fresca. A noite estava agradável. Quer dizer, já estava amanhecendo, e a brisa irritava. Imaginei mortos levantando dos túmulos e entrando nas padarias. Acho que o sono estava me fazendo falta ou eu tinha bebido de menos. Esse tipo de pensamento não era normal, talvez eu procurasse um psiquiatra. Não, não era uma boa idéia, ele ia querer que eu parasse de beber e tomasse um monte de boletas. Azuis, vermelhas, brancas. Não, isso não é pra mim.
Entrei numa padaria, não encontrei nenhum morto lá. O balconista sim, este parecia ter visto um cadáver quando me avistou. A expressão dele era essa mesmo. Ridícula, digna de pena. Que idiota, ficar me olhando daquele jeito. Pedi uma cerveja. Só tinha quente. Cerveja quente. Confesso, tive vontade de quebrar toda a padaria, mas me contive. Afinal eu precisava de uma cerveja, mesmo que estivesse quente. E na delegacia não devem servir cerveja. Só por isso não quebrei. Mas volto lá qualquer ora quando estiver bem abastecido de cerveja e quebro tudo. Um estabelecimento desses não pode continuar de pé, decididamente.
Saí caminhando sem rumo, ziguezagueando, quando dei por mim estava em frente ao edifício de Josephine. Uma trepada nessa hora cairia bem. O problema seria o bafo dela, depois de dormir a noite inteira. Bom, nada que uma boa escovada não resolvesse. E além do mais meu pau não estava dos mais cheirosos àquelas alturas. Aliás, eu poderia comê-la sobre a pia, enquanto ela estivesse escovando os dentes. Claro, abaixaria a calcinha dela, arredaria uma nádega para o lado e meteria a minha benga. Meus planos eram de gozar em trinta segundo e ir embora, nada além. Eu não estava com saco para romance. Não, romance aquela hora da manhã não era desejável. Toquei o interfone. Demorou. Toquei de novo. E mais uma vez. E outra. E outra ainda, sendo que nessa última vez fiquei mais de um minuto apertando a porra do botão. Atendeu um cara com voz de sono, com voz de drogado, com voz de que tinha fodido Josephine a noite inteira. Vai se fuder, falei.
Virei as costas e caminhei. O traveco do site passou por mim. Sua cara já era medonha, naquela penumbra do pré-amanhecer parecia a cara do Coringa depois de ter levado uma raquetada ou algo similar. Um Coringa com o cu ardendo e bêbado. Continuei caminhando, atravessei uma praça e parei defronte um orelhão. Atrás de mim uma estátua. O céu já estava claro e azul. Dobrei os joelhos, encostei a cara no chão e dormi.
Escrito por beckandroll às 01h10
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Conversa com mendigos
Eu trabalhava naquela época,num lugar maldito que me inspirava os sentimentos mais horríveis. Putz, trabalhava o dia inteirinho fazendo coisas que não gostava e achava aquilo tudo muito maçante. Mas nem tudo estava perdido para mim naquela noite especial que irei relatar. Saí do trabalho como sempre fazia e logo no que eu ia atravessar a rua avisto uns mendigos e uns flanelinhas que estavam sob a marquise do restaurante Boni. Rumei impassível até eles "E aí gurizada? Vamos queimar um beck!" Os caras ficaram tri faceiros pois apesar de não terem nenhuma maconha, eles sacaram na hora, pelo entonação da minha voz que eu ia botar uma baura caprichada. Peguei o fumo no bolso da calça e fechei um monstruoso, eu tava afim de fumar uma vela mesmo e além do mais havia mais três caras loucos pra fumar "às ganha" como se diz por aí.
A vela foi devidamente carburada e o papo seguia animado enquanto os passantes iam e vinham. Lá pelas tantas chegou mais um cara, menorzinho que os outros, porém não o mais novo, começou a dizer que não curtia fumar baseado que só gostava mesmo era de fumar pedra. Fiquei um tanto espantado e preocupado com o rapaz, mas o que se há de fazer? Nisto notei que enquanto ele fumava, ao invés de jogar as cinzas do cigarro no chão, ele as guardava numa caixinha de fósforo e solicitava aos outros camaradas que fizessem o mesmo com seus cigarros em sua caixinha.
Perguntei porque ele fazia isto, ele respondeu que era pra fumar pedra, pois normalmente fuma-se crack em latinhas de cerveja, quando não se tem um cachimbinho apropriado. O procedimento é o seguinte: deita-se a latinha e faz-se alguns pequenos furos bem no centro dela. Ali então coloca-se a pedra de crack juntamente com cinzas de cigarro para, segundo ele, não derreter a lata e queimar a pedra melhor.
E entre isso tudo a viagem da galera continuava, aquele bagulho era realmente um achado, pois naquele tempo a maconha de boa qualidade era raríssima, e bagulhos como aquele davam gosto. Então, ainda surpreso com os relatos do pequeno rapaz começamos a viajar no fato de que ele poderia usar uma desculpa esfarrapada e gozadíssima na qual ele poderia afirmar a quem o questionasse a respeito de seu estranho hábito de recolher cinza de cigarro, que fazia isto para preservar a natureza. "Sim! Eu guardo as cinzas na minha caixinha para evitar que sujem as ruas! Tô fazendo a minha parte, doutor!" E caímos em mais uma gargalhada estridente que reverberava até o último andar do edifício do qual estávamos sob a marquise.
Marca-texto: "Pedro Balão tem de voltar a estudar, não vai mais poder se drogar" - Cachorro Grande, no som "Pedro Balão"
NÃO FUME CRACK, FUME MACONHA
Escrito por beckandroll às 22h37
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Madrugada fria pra cacete
“Madrugada fria pra cacete. Duas horas da matina e a galera alucinada pelas ruas. As gurias bonitas passando de lá pra cá totalmente entorpecidas. A gurizada do metal num canto, a gurizada do skate noutro. Cidade pequena tem dessas curiosidades. Todas os pequenos grupos urbanos se reúnem no mesmo local. Às vezes dava pancadaria, tiroteio, mas no geral acabava tudo bem. “E aí gurizada, vamos fazer o quê?”, já perguntava um mais entediado.”
"Sei lá, cara! Mas com esse frio do caralho que tá fazendo eu acho melhor a gente tomar uns goró!"
Gargalhada geral e rumamos inabaláveis para a birosca mais próxima. No caminho, passamos por alguns conhecidos e tentamos estabelecer contato com algumas mocinhas que passavam do outro lado da rua. Em vão, nem sequer olharam, caminhavam apressadas em direção ao ponto de táxi Entramos no bar e mostrei minhas cuecas para a galera que ocupava a primeira mesa logo na entrada do estabelecimento. Era referência a um caso recente que ocorrera na casa envolvendo um rapaz habituê do local que por infortúnio teve descoberto um terrível segredo: tinha o hábito incomum de não usar cuecas, porém no lugar delas usava calcinhas de mulher, rosas, vermelhas, pretas todas com muitas rendinhas e babadinhos. Fomos direto para o fundão do restaurante e pedimos uma pizza e duas cervejas MUITO GELADAS, apesar da temperatura estar próxima de zero grau. O italiano dono do lugar parecia uma tartaruga, era gordo e lerdo, muito lerdo, e sempre errava os pedidos. Se tu pedisse torrada sem presunto, ele trazia com presunto; se tu pedisse uma cerveja, ele trazia uma dose de uísque, mas era camarada e o lugar, afinal, era de todo agradável. Enquanto comíamos a pizza e tomávamos cervejas como se fossem, todas aquelas garrafas, enchidas apenas com ar, a TV instalada sobre a porta da cozinha sintonizava num programa noticioso. De repente o silêncio e uma nova informação era divulgada pelo bonequinho falante da tv, dava intermináveis explicações e os comentaristas teciam milhões de comentários profundos sobre os porquês do casamento do príncipe Charles com Camilla Parker-Bowles. Tudo isso é claro, permeado por entradas ao vivo mostrando como os participantes do mais novo reality show estavam empenhados em ganhar uma fábula em dinheiro.
Depois da pizza tomamos mais seis cervejas e resolvemos que ali já estava ficando chato e fomos procurar o que fazer na rua. O frio estava terrivelmente cortante naquela noite, o vento polar não somente nos dava a nítida sensação de trespassar nossas muitas e grossas roupas, como parecia atravessar nossos corpos, nossas almas, congelando tudo mais que tocasse. Então nos arrependemos de sair da birosca, que, apesar de fétida e perigosa, era quentinha, mas agora já era tarde demais. Procuramos outro lugar para entrar e encontramos uma boate que prometia shows de sexo explícito. Entramos e sentamos, pedindo bebidas e questionando o garçom sobre o tal show pornô. Ele nos disse que começaria em breve, anotou o pedido e sumiu por uma porta protegida apenas por uma cortina bagaceira, logo atrás do balcão. Bom, o show não começou até hoje, e ainda estamos aqui esperando, sedentos por alguma boa emoção, morrendo de frio e tomando uma dose em cima da outra para esquentar, afinal as madrugadas continuam frias pra cacete.
Escrito por beckandroll às 20h33
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O dia em que a cruz suástica, um cu e um baseado se reuniram na porta da minha casa

Escrito por beckandroll às 13h38
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(continuação)

Escrito por beckandroll às 13h36
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Maconha por cachorros-quentes
Eu tava mocoseado debaixo de uma marquise perto de uma parada de ônibus e já iam altas horas da noite. De repente eu olho pro lado e tem mais dois malucos preparando um beck, quer dizer, não era um beck comum, era uma verdadeira TORA! E lá pelas tantas passa uma velhota com uma criança a tiracolo. Alguns passos depois dos dois vagabundos que tavam preparando uma baura a velhota parou e ficou olhando com a maior cara de Madre Tereza de Calcutá pros dois bagaceiros. E bem na esquina tinha uma carrocinha de cachorro-quente e a velha começou a olhar pra carrocinha e pros caras. Olhava pros caras e depois pra carrocinha e assim ficou uns 30 segundos. Então ela tomou uma decisão e foi, sempre arrastando a criança remelenta, até o tio da carrocinha e encomendou um dog. "Ai moço, prepara um reforçadinho praqueles dois, eu fico tão compadecida" E o pior é que a velhota encomendou apenas UM cachorro quente pros dois vagais. Tava sem grana na certa. Bueno, daí o tio aprontou o quitute e a véia pegou e caminhou em direção aos dois caras, que a essa altura já tavam mandando bronca no baseado que tavam fechando quando a velha passou. Parou na frente dos dois e disse: "Ói meu filhinho, pra dá uma enganadinha no estombro... eu fico tão compadecida..." Saiu garganteando pro netinho que ele deveria sempre ajudar quem quer fosse que estivesse naquela situação. Bom, ouvindo essa não pude me conter e interpelei a velha: "Ô minha senhora, eu também estou nessa situação de fumar um beckas, será que não rola um cachorrinho-quente pra mim?"
Escrito por beckandroll às 00h57
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Rorame 1000!!!
E vem lá da remota cidade de Guaíba o milésimo visitante desse blog escatológico. O grande parceiro Rorame conseguiu a proeza e imediatamente enviou o print-screen comprovando seu feito. O Rorame é um grande amigo, ledor habitual das histórias porno-drogadas publicadas aqui nesse espaço maldito e obscuro. Um grande abraço véio e continue mandando brasa lá no http://casalvirtual.zip.net.

Escrito por beckandroll às 02h09
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Três marmanjos num guarda-roupa
Tarde modorrenta de verão. Eu e mais dois amigos, entediados e sem nada pra fazer. "Vamos na casa do Mão-Leve", sugeriu alguém. Tocamos para a casa do rapazinho. Quem sabe ele não tinha uma bituca pra gente fumar. O cara era super problemático, sempre envolvido em altos rolos, desde roubos de galinha até furtos à locadoras, e a mãe dele era super invocada com essas encrencas que o filhinho dela vivia arrumando. Por isso mesmo ela não concordava com qualquer espécie de "juntamento" de gurizada na casa dela, até já havia providenciado uma peça nos fundos da casa para isolar o pequeno marginal. Bom, até aí tudo bem, é um direito dela querer selecionar a frequência de sua casa.
Chegamos lá no cara e entramos direto na peça que ele estava morando. "E aí rapá, que temos de bom pra fazer?", fui perguntando. "Putz galera, pior que nada, mas a gente pode dar uma banda e conseguir alguma coisa", falou eele enquanto cortava a unha do dedão. Nesse exato momento ouvimos uma mulher chamando: "Meu filho? Já lavou tuas meias? Se lavou vem comer!". Puuuuutz, era a mãe do cara e se ela nos visse por ali ia dar o maior barraco. O Mão-Leve tava tremendo que nem bambu verde e não sabia o que fazer com a gente. "Entrem no guarda-roupa!", ordenou instintivamente. "Caralho", pensei. "Três barbados ter que se enconder dentro de um gurda roupa por causa de um cueca era só o que me faltava!". Entre encarar a fera da mãe dele e entrar no guarda-roupa com meus dois amiugos, preferi a segunda opção. Mal fechamos a porta do móvela velha entrou no quarto do cara: "Guri, vai lavar tuas meias!, berrou. Nota-se que ela era obcecada por limpeza de meias. "Já vou mãe", respondeu aflito o guri. E nós três lá dentro do guarda-roupa, que a essa altura, enquanto um dos meus amigos acendia um cigarro, começava a ceder o piso e fazer barulho. "Gurizada, pode sair que ela já foi!, disse o cara. "Vamos lá galera!" Bom, saímos os três e quando estávamos chegando no portão da frente a velha surge na porta da cozinha, faz uma cara como se estivesse vendo o diabo e começa a gritar "Seus vagabundos, o que vocês tão fazendo no meu pátio???", e põe-se a correr atrás de nós. Tivemos que dar meia volta e pular o muro dos fundos da casa. Eu tive a maior dificuldade de pular o tal muro e imaginei que a velha não conseguiria. Ledo engano. A velha parecia uma ginasta, pulou o muro com a facilidade de um atleta e continuou sua louca perseguição aos brados de "vagabundos, vagabundos". Conseguimos chegar a outra rua, na qual havia um valo, e nos escondemos na ribanceira. Esperávamos estar seguros da fúria daquela mulher ali naquele local, quando de repente, como um seria killer do cinema ela nos surpreende pelas costas indagando: "Qual é teu nome guri?, perguntou enquanto segurava um torrão de terra nas mãos. "Não te interessa", respondi bem mal educado. A velhota ficou puta e arremessou o torrão de terra contra nós, ao mesmo tempo que clamava para uns operários que trbalhavam em uma obra nas proximidades "Traz a enxada, traz a enxada", então antes que fossemos linchados por uma turba ensandecida de operários da construção civil, nos mandamos correndo o mais rápido possível em direção a um parque.
E ficamos lá até anoitecer, hehehehe.
Escrito por beckandroll às 20h13
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Gelo
Andando pela rua. Rua molhada da chuva. Chuva fria, gelada. Gelada a cerveja em cima da mesa da birosca. Birosca podre, galera cheirando no banheiro. Banheiro vomitado. Vomitado o rapaz jogado na sarjeta. Sarjeta nojenta, guardando todas as excreções da noite. Noite estrelada, embora fria. Fria foi a recepção da menina em casa. Casa fria e velha. Velha era a mãe da menina. Menina!!! Cadê a cerveja que tava aqui. "Aqui em cima", gritei enquanto entornava a garrafa. "Sabe como é, né? Cheguei querendo amor e recebi um raio de gelo. Gelo por gelo, fico com a minha ceva".
Escrito por beckandroll às 11h41
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Lis 600!!!

E já temos o primeiro print-screen de contador zerado da história do beckandroll.zip.net! Eba!!!!!! A felizarda, que não vai ganhar absolutamente nada, é a Lis do blog http://ehpakeima.blog.uol.com.br. Inclusive anda um papo aí nas bocas maldosas de que o nome do blog da mocinha faz apologia ao uso de tóchicos, hahahahahahahahahahaha! Essa realmente foi muito boa. Quem conhece a Lis sabe que doce criatura ela é, incapaz de utilizar qualquer substância que faça mal ao seu organismo. Quer dizer, ela curte toma uns mé de vez em quando, mas segundo a escola MARIAH-BENNY-MARCÃO de cretinices o álcool é LÍCITO E NÃO DESTRÓI O CÉREBRO. Eu que fumo e os outros é que levam a culpa, né? Tá bom, coisas de casais que só trepam virtualmente.
Não entendeu? Digamos que seja assunto interno.
Escrito por beckandroll às 12h00
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Historinhas pitorescas
Cinco da matina, eu ouvindo Alice in Chains e dando expediente aqui nesse blog. Bom, mas as histórias têm que ser contadas. Principalmente as histórias do bairro São Geraldo, em Porto Alegre, que são muito pitorescas. Diálogo ouvido entre um balconista e consumidor num estabelecimento qualquer: CONSUMIDOR (travesti): Quanto tá esse papel higiênico, moço? BALCONISTA (entediado): Cr$ 1.000. CONSUMIDOR (fazendo caras e bocas"): E o outro? BALCONISTA (querendo cometer o haraquiri): Cr$ 800. CONSUMIDOR (resoluto): Ai, eu quero esse! É pra limpar o pau do cliente mesmo!
Noutro dia tava passando em frente a uma padaria quando avisto um cara vindo em minha direção, muito animado, parecendo prestes a iniciar um papo animado. No segundo seguinte percebo que ele estava conversando com os jornais dispostos para a venda em frente ao estabelecimento. Conclusão: Doideira pouca é bobagem!
Escrito por beckandroll às 04h58
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Águas medicinais
Vocês viram que a água que abastece os britânicos contém traços de Prozac? O Prozac pra quem não sabe é um desses anti-depressivos de nova geração, que não causa dependência, e tem efeito muito satisfatório. As autoridades de saúde inglesas estão achando que esses traços do remédio encontrados na água dos ingleses tem origem no próprio esgoto. Nos últimos anos a população aderiu em massa a esse medicamento. Pra se ter uma idéia, no espaço de 10 anos compreendido entre 91 e 2001, o número de receitas de anti-depressivos dadas anualmente pelos médicos ingleses aos seus pacientes subiu de 9 milhões para aproximadamente 24 milhões. E esse aumento espantoso do consumo do medicamento estaria influenciando nas características químicas da água. Bom, sinônimo de água boa antigamente era a "Perrier", francesa. Mas como tudo muda nesse mundo globalizado, daqui a pouco estarão vendendo as "Águas Inglesas – Matando a sede e a depressão". Eu quero a minha!
Escrito por beckandroll às 13h21
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Maconha com garantia
Sabe essas noites frias em que chove pra caralho sem interrupção? Pois é, foi numa noite dessas que eu me meti numa enrascada. Bom, a história começou da seguinte forma. O meu estoque de ganja tava quase no final e no mais tardar em uma semana eu tinha que providenciar mais fumo. Na época eu tinha uma fonte muito confiável, que me fornecia a algum tempo e posso dizer que era um cara de confiança. Cheguei lá no cara e comprei 100 gramas de hemp e fui para casa e preparei um beck. Fumei. E outro. E outro ainda. Nada de fazer a cabeça. Era um produto de péssima qualidade. Quer dizer, o bagulho já tinha levantado suspeita por causa do cheiro, que segundo o amigo que me acompanhava lembrava o de grama. (agora, não me pergunte como que o cara sabia o cheiro de grama, sei lá, acho que era porque ele jogava futebol). “Puta merda”, pensei apavorado. A essa altura eu já julgava ter tomado um baita calote maconhístico. Mas foi quando me ocorreu o seguinte: “Peraí. A relação que eu tenho com o cara que me vende o fumo é uma relação comercial como qualquer outra e, portanto, é regida pelas mesmas leis de mercado. Vou lá reclamar!”. Cheguei lá no cara, ele tava chapadão na frente da casa dele, com uma touquinha, olho claro, tipo um Wander Wildner. “E aí véio, vim te incomodar”, falei amigavelmente. “O que houve?”, ele perguntou. “Olha só, esse bagulho é muito ruim cara, é um capinzão!”, disse enquanto entregava o pacote para ele. Bom, o cara ficou meio constrangido como fica qualquer gerente quando o cliente faz alguma reclamação e passou a se desculpar, querendo me devolver o dinheiro. Entretanto, eu precisava do fumo pois o meu tava no fim, então combinei de passar no outro dia para retirar, digamos assim, um produto de marca superior. No outro dia, conforme o combinado, passei novamente lá no cara e fui muito bem atendido, o cara pedindo mil perdões, e me entregando um novo tijolo do negócio, e dessa vez frisando bastante que se houvesse qualquer problema eu poderia retornar que ele resolveria rapidamente.
Escrito por beckandroll às 01h39
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Pó

Já vai bem longe o tempo em que eu cheirava um pó. Ainda bem, porque se tivesse continuado naquela roubada, provavelmente não estaria escrevendo essas extremamente mal traçadas linhas aqui. Mas na época que eu barbarizava eu costumava sair com um camarada meu que também era muito afeito a uma branquinha. Cheiramos muito naquela noite e bebemos muito também, aliás como não poderia deixar de ser. Álcool e cocaína são o casal perfeito, realmente são duas drogas que se merecem. Então nós dois loucaços cruzávamos a cidade a bordo de um escort caidaço e nessas loucuras uma vez, comecei a passar mal, foi a vez que mais perto cheguei de uma overdose. Quase morri, mas estranhamente eu sentia um prazer absurdo como nunca havia sentido antes. Abri a janela e comecei a vomitar. Vomitei ao longo duma avenida inteira, e enquanto eu vomitava eu sentia muito prazer, quase um orgasmo. Acho que daquela vez estive frente a frente com a morte.
Escrito por beckandroll às 00h49
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Caindo de bêbado, literalmente
Meio da madrugada. Já tínhamos tomados todas e mais um pouco. Encontramos uns caras que tavam tomando um uíscão vagabundo. “Manda aí cara, bebi pouco hoje”. O troço tava ruim pra caralho, o uísque devia ser o mais baratex do mercado. Um dos caras tava tão bêbado que não conseguia articular sequer uma palavra de forma inteligível. Lá pelas tantas descobri que o cara era fã de Smashing Pumpkins, banda que eu adoro também. Putz, daí o cara ficou mais alucinado. Vinha toda hora pro meu lado cantarolando algum som dos caras que eu não consegui identificar até hoje, mas que no delírio etílico dele deveria estar soando perfeitamente. E o cara vinha e me abraçava, vinha e me abraçava e balbuciava alguns grunhidos tentando reproduzir uma música dos Pumpkins. Eu já tava pra lá de Marrakesh e meu equilíbrio àquelas alturas não era dos mais confiáveis. Finalmente, numa dessas investidas, em que o cara me abraçava e grunhia, ele conseguiu me derrubar no chão. Putz, caímos os dois abraçados, cena tocante mesmo, estatelados de corpo inteiro no chão. Fudi meu cotovelo. Mas nem percebi na hora. Só no outro dia quando acordei e senti uma dor horrível no braço e fui olhar: um rombo no meu cotovelo. Caralho!!!!!!! Pelo menos serviu pra alguma coisa. Serviu para comprovar as propriedades analgésicas do álcool.
Escrito por beckandroll às 00h45
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Noite bêbada
Verão. Alta madrugada e o calor ainda era infernal. Suor. A cabeça da gurizada girando, girando, de tanto mé. Luzinhas piscando. As janelas das casas ocultando quais mistérios? Imaginem. Algo de inconfessável poderia estar acontecendo atrás daquelas fachadas bem no momento em que passávamos por ali. Bêbados. Totalmente bêbados. Ao ponto de ver luzinhas piscando no chão e imaginar segredos indizíveis.
Escrito por beckandroll às 00h13
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Cigarro

Eu tinha 13 ou 14 anos quando comprei minha primeira carteira de cigarro. Eu sempre tive vontade de fumar desde pequeno e já falava pra todo mundo lá em casa. Então quando fiquei maior e um pouco mais espertinho eu roubava uns cigarrinhos de quem deixasse uma carteira dando sopa, podia ser de um vizinho, de uma tia. Bom, eu tinha que me virar, porque afinal não podia chegar pra minha mãe e falar “Me arruma um dinheiro pro cigarro?” Mas acontece que vez que outra rolava uma graninha que o meu pai me dava e tal, pra comprar figurinhas ou um lanche no colégio, então numa dessas vezes eu comprei minha primeira carteira de cigarro. Já era muito inclinado a fumar mas o impulso que faltava viera na noite anterior, em forma de um comercial de uma nova marca de cigarro, “Lark”. Putz, o comercial era sensacional, sensibilizava mesmo, eles devem ter vendido muito cigarro, porque eles fizeram uma adaptação de uma música da Janis Joplin (Me and Bob Mcgee),
relacionando o que ela cantava ao nome do cigarro, la lala lalala lala Lark. Eu não sabia nem abrir o maço, rasguei toda a embalagem, mas depois aprendi. É um vício inútil “nem barato dá”, me dizem alguns, mas quem é fumante e gosta de cigarro sabe que ele dá barato sim, e como dá...
Um abraço pro Alexandre, que conhece muito a História do rock, e socorreu informando o nome da música da Janis Joplin.
Escrito por beckandroll às 00h12
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O ponche
Tava rolando um aniversário num salão de festas e tal, mas não conhecíamos os donos da festa e obviamente não tínhamos sido convidados. Mas conhecíamos a Bete. Bete era uma colega nossa e que estava de azaração comigo, menina super legal. E o melhor: ela estava dentro da festa. Bom, ficamos parados do outro lado da rua enquanto a Bete nos abastecia de cerveja. “Bete! Pega mais outra lá pra gente.” “Claro! Já volto.” E assim foi acho que por uma duas horas. Putz, já estávamos super loucos, mamadaços mesmo. Conversa vai, conversa vem a gente nota que estão vindo em nossa direção carregando um tacho a Bete e mais um casal de amigos dela. “Aí gurizada”, falou o cara. “Que negócio é esse aí?” perguntou um de nós. “Ah, isso aqui é um ponche de maçã. Tão afim?” “Claaaaaaro!” Fomos para um posto de gasolina e ficamos num lugarzinho menos frequentado e lá nos pusêmos a bebericar o tal do ponche. Rock, mulheres, drogas... Puxa, conversamos sobre tudo e mais um pouco, enquanto sorvíamos o ponche. Quando me dei conta só restavam no fundo do tacho alguns pedaços de maçã. Sem pestanejar, comemos todos eles. Nossa, aquilo tava que era álcool puro! Foi a cacetada que faltava para completar o entorpecimento daquela noite. Olhei pro céu e os primeiros raios de sol já apareciam. A galera de despediu, cada um foi pra um lado. Chegando em casa, fui direto para a cama. Cara, que coisa horrível. Tudo rodava muito e comecei a ter fortes engulhos, bem audíveis. Meu irmão acordou então e começou a perguntar o que estava acontecendo. “Ugh... Ughh”, só ouvia isso como resposta. De repente desesperou-se e começou a chamar os pais. Os dois entraram correndo no quarto e a essa altura eu já tinha vomitado todo o ponche, no colchão mesmo, sem me mover. Minha mãe vendo aquele vômito confundiu o que eram pedaços de maçã com comprimidos e achou que eu tivesse me emboletado com alguma coisa. “Por que tu faz isso guri?”, perguntava ela enquanto me estapeava. Enquanto isso eu dormia e roncava, dormia e roncava
Escrito por beckandroll às 01h14
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Mocó
O mocó propriamente dito
Eu tava completamente zerado no meu estoque de fumo e já eram seis horas da tarde. Já pensava que pudesse ficar sem fumar naquela noite quando avistei Gilmar, que vinha esboçando um sorrisinho no rosto, como se estivesse me dando a boa notícia antecipadamente. “E aí cara!, beleza?”, já fui falando logo que o percebi. “Cara, tô com uma massinha booooa, hehe!”, disse ele enquanto mostrava um pacotinho na mão. “Vamos pro mocó!”
O mocó tratava-se de um terreno abandonado com um prédio em ruínas. Na realidade as ruínas eram uma única parede que havia sobrado da casa, mas que servia perfeitamente para o nosso intento de fumar um beck sem sermos vistos. Ela encobria totalmente a vista de quem passasse na rua.
Mas o mocó apresentava um problema. Era extremamente difícil entrar nele sem ser percebido pois ele ficava numa avenida movimentada. Então tínhamos que ir nos esgueirando, prestando atenção nos carros e nas pessoas e quando surgisse a oportunidade precisávamos ser muito ágeis e entrar rapidamente no mocó, pulando uma cerca de arame farpado. Ao pular a cerca (ops!) corríamos todos em direção à parede que restara de uma casa e nos escondíamos atrás dela. Finalmente, estávamos em segurança. Além disso, era também um lugar aprazível, onde havia bastante vegetação e um riacho bem próximo.
Fazer a mão
Agora era hora do trabalho em equipe, cada um teria uma função. Um esmurrugava a erva e o outro fechava o baseado. Enquanto isso, se batia um papo animado, pois a expectativa de fumar um baseadinho em seguida dava um brilho diferente à noite. Prontinho. O beck tava feito, agora era só acender. Putz, nós viajávamos muito naquele mocó. De repente a galera começava a falar, falar, falar, todo mundo ao mesmo tempo e começávamos a rir um da cara do outro. A mais vaga menção a qualquer assunto mais interessante rendia complexas teorizações acerca do tema, quase chegando à resolução dos problemas do mundo. Tempo bom aquele.
A saída
Se entrar no mocó já era difícil, imagine sair dele depois de ter fumado uma bomba. Era hilário.
O colégio
Voltávamos para o colégio, quer dizer, para um bar que ficava ao lado, para tomar uma cerveja, ou outra coisa qualquer, dependia muito de como andavam as finanças da galera no dia. Aí a noite estava ganha: estávamos chapados, tomando um trago, conversando muito e olhando as gurias bonitas e faceiras que desfilavam de um lado para o outro. Tempo bom aquele.
O colégio 2
E o colégio? E as aulas? Bom, o colégio ficou pra depois.
Escrito por beckandroll às 00h41
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Programa alternativo para um sábado à noite
Inverno no Rio Grande. Chuvas, chuvas e chuvas. E frio. E ruas absolutamente cobertas de lama. Nesse cenário, alguns anos atrás roubamos uma Brasília azul (Brasília, alguém lembra desse carro?). Quer dizer, roubamos em termos. Digamos que a tomamos emprestada por uma noite. Ela pertencia a revenda de automóveis do pai de um dos caras que estava com a gente naquela noite. Putz, nos ferramos. A porra da Brasília era um caco. Totalmente detonada. Descobrimos tarde demais quando já cortávamos loucamente a cidade a bordo dela. “Ih, acabou a gasolina”, informou o motora enquanto parávamos em meio a uma rua deserta. Por sorte havia um posto bem p´roximo e lá buscamos alguns litros de gasolina. Mais alguns quilômetro rodados e paramos para fazer alguma coisa. Na volta a merda do carro não pegava de jeito nenhum. Empurramos, pegou. O motora parou para o pessoal embarcar, acho que eram uns oito caras ao todo, mas a Brasa morreu de novo. “Putz. Não dá pra parar, vamos ter que entrar nela em movimento” Merda! Era só o que faltava: tyodo mundo bêbado, ruas enlameadas e ter que arremessar nossos próprios corpos para dentro de uma Brasília azul em movimento. “Vamos lá”, alguém deu a ordem. Estávamos em frente a um colégio que ocupava toda uma quadra, e naquele ponto ficamos, enquanto a Brasília dava a volta ao redor da quadra.. A cada volta, uns dois caras conseguiam pular pra dentro do veículo. Mais uma volta, mais dois caras. Outra volta e outra. Feito! Todo mundo dentro da Brasília, subimos uma lomba extremamente íngreme com aquela banheira velha. Uhuuuuu!!!! Sensacional, que emoção! Resumindo: oito machos dentro de uma Brasília , sem ouvir rock, sem mulher e com os pés podres de lama. É, nem sempre se faz algo divertido num sábado à noite.
Escrito por beckandroll às 01h35
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"MITÓRIO"
Mais uma noite no colégio, mais uma noite em que íamos fumar unzinho num canto qualquer. Passos rápidos pela noite e olhares afiados para todos os lados. "Ali mesmo, vamos ali", ordenou alguém. Pulamos e muro, chegamos ao pátio de uma casa aparentemente abandonada. Seguimos o ritual: pega-se a erva; esmurruga-se a erva; coloca-se na seda, que naquela época, todo mundo duro, era catada na rua mesmo, numa carteira de cigarro que tivéssemos a sorte de achar. O interessante é que cada um dos guris fazia a sua parte, funcionava como uma equipe. Um esmurrugava, outro fechava etc. Pronto, o beck estava fechadinho. "Taca fogo cara", ansiosamente falava alguém. Fumamos. Piramos. "Vamos embora?" Pulamos o muro e caminhamos em direção a rua que passava defronte a casa. Dobramos a esquina e em rota de colisão vinha um velhinho, imagine, e nós todos alucinados. O velho perguntou: "O que vocês estavam fazendo no meu pátio?". "Hã", perguntei sonsamente enquanto continuava a caminhar e passava por ele. "A gente tava mijando tio", falou um espertinho. Ao que prontamente o velhote inquiriu: "Vocês tão pensando que o meu terreno é MITÓRIO???".
Escrito por beckandroll às 00h30
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"Tá aqui!!! Tá aqui!!!"

A gente tinha acabado de fumar uma vela dentro de uma parada de ônibus a algumas ruas da minha casa. Quatro caras, um violão e umas bauras. Saímos totalmente surtados da parada e pulando pela rua, enquanto eu tocava violão. Tocava e pulava. Caminhava e espiroqueva. "Vamos fumar um lá em cima?", perguntou alguém. "Claaaaaaaaaro!!!!", respondeu a gurizada em uníssono. Fomos pulando, tocando violão, correndo e espiroqueando em direção a uma escadaria muito legal que fica em frente à prefeitura. Sentamos lá no alto e começamos a fumar. Fumar e tocar violão. Fumar, tocar violão e falar, falar, falar... SCRINHCHHHHHHHHHHH. "Parado aí gurizada, mão na cabeça!!!", gritaram os policiais ainda dentro do camburão que acabava de frear. "Putz, os homi", foi a única coisa que passou pela minha cabeça enquanto eu atirava o violão longe e obedecia a ordem dos brigadianos que nos apontavam suas garruchas. "Não precisa quebrar o violão meu amigo", debochou da minha cara um dos policias que era mais salientezinho. Na confusão toda a galera conseguiu dispensar todo o bagulho num mato que tinha ribanceira abaixo, menos eu. Eu estava com uma paranga justamente no bolso do lado esquerdo, lado em que os policiais nos atracaram. Fiquei com aquela merda no bolso e rezando pra que eles não achassem. "Todo mundo ajoelhado na árvore", Cara, nessa hora pensei, pronto agora vão nos embolachar. Que nada, eram uns docinhos os brigadianos. Começaram a me revistar e de repente, um deles, que imagino tivesse a mesma idade que eu e talvez estivesse na sua primeira ronda naquela noite, colocou a mão no bolso esquerdo e puxou para fora o que tinha dentro. A reação do cara foi hilária, por ser totalmente desproporcional. "Tá aqui, tá aqui", ele gritava, urrava mesmo, como se tivesse ganho a copa do mundo e estivesse com o caneco nas mãos. Bom, nisso a porcalhada toda se alvoroçou e puxaram lá de dentro do camburão uma lanterna. Mas não era uma lanterninha qualquer, putz, era uma super lanterna que transformou em dia a penumbra em que a gente se encontrava. "Puta merda! Agora eles vão achar as outras parangas", pensei e ao terminar de pensar eles já estavam com elas na mão, novamente ostentado-as como se fossem a Jules Rimet. Bom, tava muito boa a conversa entre os maconheiros e as autoridades mas chegou a hora de ir para a delegacia. Olha como funciona a coisa no Brasil. Eu já estava certo que iria fazer o BO, pois tinham achado bagulho comigo, agora só faltava se apresentar o dono dos bagulhos que eles encontraram no chão. Um dos camaradas se solidarizou comigo e abraçou a bronca. Liberaram os outros dois camaradas. Fomos conduzidos ao camburão e lá dentro para nossa surpresa já havia mais dois "convidados". Um tinha sido preso porque tava armado com uma faca; o outro por receptação de mercadorias roubadas. E eu e o meu camarada porque estávamos fumando unzinho, ô injustiça. Nossa viagem até a delegacia foi muito agradável, fomos batendo papo com os brigadianos. Eles só faltavam se desculpar com a gente, daí eu tinha que consolá-los "A gente entende é o trabalho de vocês mesmo" Chegamos na delegacia e o plantão tava jantando. Ué, mas não era plantão? A porta tava trancada e enquanto ficamos esperando, em frente à delegacia passou todo o pessoal que estudava no colégio da gente, tava bem na hora da saída. Putz, que mico!!! O pessoal só olhava e a gente ali podre de chapado esperando o destino que o Estado nos reservava. Por fim conseguimos entrar no local para lavrar o registro. Nisso, aproxima-se um dos policiais e com o beicinho tremendo, os olhos marejados, ele diz: "Isso é pra tua própria segurança", e põe-se a me algemar no outro rapaz que havia sido preso por receptação. Cara, eu pensei que o porco ia tascar a clássica : "Vai doer mais em mim do que em ti". Mas o pior foi que eu estava do lado esquerdo do cara e a minha mão esquerda foi algemada na mão esquerda dele. Quer dizer, fiquei numa posição desconfortável pra caralho sem falar que fiquei com a mão em cima do pau do cara umas duas horas. É phoooooooooda, vida de maconheiro é phooooooooda!!! Bom, fizeram uma ocorrência, não sem antes ficarem fazendo terrorismo tipo "Ih, isso aí dá pra botar vocês por tráfico hein?" Dei o endereço falso, disse que não tinha telefone e ficou tudo por isso mesmo. Ainda bem, porque prender pessoas só por estarem fumando um beck, realmente, não faz sentido.
Escrito por beckandroll às 00h17
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"Caralhos me mordam", certa vez disse uma puta

A noite tava recém começando e ela já tinha cheirado mais de 5 carreiras. E das grandes!. Aquela mulher era um aspirador de pó feito de carne e osso, isso sim. Nunca vi ninguém cheirar tanto e tomar um copo de cerveja com aquela rapidez e naturalidade. Mas, conversa vai, conversa vem, começamos a falar de sexo. Assunto bom pra descontrair. A cerveja já mostrava a que viera e as mesas na volta fervilhavam, produziam ruído e fumaça. Na mesa bem ao lado da nossa, uma velha feíssima, com a cara muito vermelha por causa do blush, tomava Pepsi com cerveja. Putz! Pepsi com cerveja??? Eeeeeeeeeeeeeeca. Nisso, ao falarmos sobre algum órgão genital, a moça lembrou de uma piada e começou a reproduzí-la. Era uma piada dum português, sei lá, que fazia uns pedidos acho que para um gênio e tal e acabava desperdiçando todos os pedidos por falar coisas absurdas (se alguém conhecer essa piada, por favor ajude). Resumindo a história: lá pelas tantas da piada a mocinha tasca um “caralhos me mordam!” em alto e bom som. Confesso que fiquei intrigado, ao imaginar a realização desse cena surrealista. E bêbada, a puta fumava, bebia e ria... ria...
Escrito por beckandroll às 00h13
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Quando beber, não dirija... bicicletas!
Numa noite muito quente de verão, de repente a vontade: "Caipirinha, preciso beber caipirinha". Peguei meu irmão a tiracolo e, tripulando duas bikes hipercaidaças, singramos pelo centrão da cidade, subindo e descendo lomba. Chegamos na Beira. Putz, que lugar mais massa. A vista que a gente tem nesse lugar mata a pau, altamente chapante e inspiradora. Paramos num bar. Entrei. Enquanto meu irmão ficou do lado de fora com as bicicletas eu pedia: "Uma caipira. Caprichada!" O tio do bar me vem com um copaço, cheio até a boca da mais pura caipirinha envenenada. Tipo metanol. Aquela que matou o guarda. "Puxa, vou me empedrar com isso aqui". Voltei pra rua no exato momento em que tá se aproximando um ex-colega meu. O nome do cara é tipo unissex, sabe? Que serve tanto pra homem, quanto pra mulher, bom mas isso não importa. Depois das devidas saudações, tipo: "Mas como vai ô filhadaputa?" ou "E a tua irmã continua dando muito?", enfim, tratamentos bem carinhosos, ofereci a caipira pra gurizada. Ninguém quis. Bom, me resignei e pensei: "Vou te tomar todinha caipira, vou te tomar todinha..." Enquanto isso as primeiras cevas já começavam a baixar na mesa, muita cerveja, cerveja demais cara, até altas horas da matina. Quando finalmente resolvemos ir embora eu o meu irmão montamos nas bicletinhas e saímos em direção a nossa casa. Mutcho loko que eu tava, eu ia barbarizando pela rua, pedalando muito rápido e numa rua qualquer, tipo, apaguei no volante. Aconteceu o maior acidente. Provavelmente devo ter ficado inconsciente sobre a bicleta por alguns milésimos de segundo, mas foi tempo o bastante para me desviar do rumo e entrar direto no cordão da calçada. CRASH, BANG, TOOM!!! Me estatelei de cara no chão, muito ruim, kkkkkkk. Agora a parte inacreditável da história: Caí aos pés de um telefone público. Todo torto (podre de bêbado e quebrado) levanto, tiro o fone do gancho e aperto uma daquelas teclas da polícia ou dos bombeiros. "Por favor, me acidentei numa das travessas da vinte, mas não sei qual é o nome" e caí no chão (mais por tá bebão do que pelo acidente. Até então o meu irmão tinha seguido em frente e a essa altura devia estar chegando em casa. Percebo então que umas pessoas das casas em frente, ficavam se esgueirando atrás das sombras da noite e me observando, receosas de chegar perto por não saberem do que se tratava. Bueno, nisso chegam duas (ISSO MESMO, DUAS!!!) viaturas da polícia e eu bêbado e todo sentimental dizendo: "Vocês tem que me levar prum hospital, acho que eu quebrei a espinha". Hhahahahahaha. Cara, eu falando isso de pé, putz os brigadianos tiveram muita paciência comigo, heheheheh. Mas a melhor parte vem agora, enquanto eu tentava sensibilizar os policiais a me prestarem socorro, meu irmão volta (só deu falta de mim quando chegou em casa, imaginem o estado etílico da criança)e entrando pelo meio dos policiais, protagonizamos uma cena típica de um dramalhão mexicano, me abracei nele e me pus a chorar: "Meu irmão, meu irmão" Putz, cara, bêbado é phooooooda, heheheh. Saldo da história: Uma bicicleta arrebentada; a minha cara toda fudida; uma ressaca do caralho; e a namorada querendo terminar de me quebrar porque descobriu que eu tinha saído pra farra.
Escrito por beckandroll às 00h04
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Escrito por beckandroll às 02h27
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