Beckandroll


"Caralhos me mordam", certa vez disse uma puta


A noite tava recém começando e ela já tinha cheirado mais de 5 carreiras. E das grandes!. Aquela mulher era um aspirador de pó feito de carne e osso, isso sim. Nunca vi ninguém cheirar tanto e tomar um copo de cerveja com aquela rapidez e naturalidade. Mas, conversa vai, conversa vem, começamos a falar de sexo. Assunto bom pra descontrair. A cerveja já mostrava a que viera e as mesas na volta fervilhavam, produziam ruído e fumaça. Na mesa bem ao lado da nossa, uma velha feíssima, com a cara muito vermelha por causa do blush, tomava Pepsi com cerveja. Putz! Pepsi com cerveja??? Eeeeeeeeeeeeeeca. Nisso, ao falarmos sobre algum órgão genital, a moça lembrou de uma piada e começou a reproduzí-la. Era uma piada dum português, sei lá, que fazia uns pedidos acho que para um gênio e tal e acabava desperdiçando todos os pedidos por falar coisas absurdas (se alguém conhecer essa piada, por favor ajude). Resumindo a história: lá pelas tantas da piada a mocinha tasca um “caralhos me mordam!” em alto e bom som. Confesso que fiquei intrigado, ao imaginar a realização desse cena surrealista. E bêbada, a puta fumava, bebia e ria... ria...

Escrito por beckandroll às 00h13
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Quando beber, não dirija... bicicletas!

Numa noite muito quente de verão, de repente a vontade: "Caipirinha, preciso beber caipirinha". Peguei meu irmão a tiracolo e, tripulando duas bikes hipercaidaças, singramos pelo centrão da cidade, subindo e descendo lomba. Chegamos na Beira. Putz, que lugar mais massa. A vista que a gente tem nesse lugar mata a pau, altamente chapante e inspiradora. Paramos num bar. Entrei. Enquanto meu irmão ficou do lado de fora com as bicicletas eu pedia: "Uma caipira. Caprichada!" O tio do bar me vem com um copaço, cheio até a boca da mais pura caipirinha envenenada. Tipo metanol. Aquela que matou o guarda. "Puxa, vou me empedrar com isso aqui". Voltei pra rua no exato momento em que tá se aproximando um ex-colega meu. O nome do cara é tipo unissex, sabe? Que serve tanto pra homem, quanto pra mulher, bom mas isso não importa. Depois das devidas saudações, tipo: "Mas como vai ô filhadaputa?" ou "E a tua irmã continua dando muito?", enfim, tratamentos bem carinhosos, ofereci a caipira pra gurizada. Ninguém quis. Bom, me resignei e pensei: "Vou te tomar todinha caipira, vou te tomar todinha..." Enquanto isso as primeiras cevas já começavam a baixar na mesa, muita cerveja, cerveja demais cara, até altas horas da matina. Quando finalmente resolvemos ir embora eu o meu irmão montamos nas bicletinhas e saímos em direção a nossa casa. Mutcho loko que eu tava, eu ia barbarizando pela rua, pedalando muito rápido e numa rua qualquer, tipo, apaguei no volante. Aconteceu o maior acidente. Provavelmente devo ter ficado inconsciente sobre a bicleta por alguns milésimos de segundo, mas foi tempo o bastante para me desviar do rumo e entrar direto no cordão da calçada. CRASH, BANG, TOOM!!! Me estatelei de cara no chão, muito ruim, kkkkkkk. Agora a parte inacreditável da história: Caí aos pés de um telefone público. Todo torto (podre de bêbado e quebrado) levanto, tiro o fone do gancho e aperto uma daquelas teclas da polícia ou dos bombeiros. "Por favor, me acidentei numa das travessas da vinte, mas não sei qual é o nome" e caí no chão (mais por tá bebão do que pelo acidente. Até então o meu irmão tinha seguido em frente e a essa altura devia estar chegando em casa. Percebo então que umas pessoas das casas em frente, ficavam se esgueirando atrás das sombras da noite e me observando, receosas de chegar perto por não saberem do que se tratava. Bueno, nisso chegam duas (ISSO MESMO, DUAS!!!) viaturas da polícia e eu bêbado e todo sentimental dizendo: "Vocês tem que me levar prum hospital, acho que eu quebrei a espinha". Hhahahahahaha. Cara, eu falando isso de pé, putz os brigadianos tiveram muita paciência comigo, heheheheh. Mas a melhor parte vem agora, enquanto eu tentava sensibilizar os policiais a me prestarem socorro, meu irmão volta (só deu falta de mim quando chegou em casa, imaginem o estado etílico da criança)e entrando pelo meio dos policiais, protagonizamos uma cena típica de um dramalhão mexicano, me abracei nele e me pus a chorar: "Meu irmão, meu irmão" Putz, cara, bêbado é phooooooda, heheheh. Saldo da história: Uma bicicleta arrebentada; a minha cara toda fudida; uma ressaca do caralho; e a namorada querendo terminar de me quebrar porque descobriu que eu tinha saído pra farra.

Escrito por beckandroll às 00h04
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Escrito por beckandroll às 02h27
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